07 dezembro 2007

Síndrome de Peter Parker - Novamente o sacrifício do herói

Falando não somente do entretenimento, mas principalmente como apreciar os roteiros e analisar como as tramas são montadas, destaco três séries realmente bem escritas que estão em exibição atualmente.

Rescue Me

Sinopse:
O bombeiro recentemente divorciado Tommy Gavin (Denis Leary), está lidando com o medo do seu serviço e sentimentos difíceis por ver sua ex-esposa saindo com outro homem. Para vigiar de perto sua ex-esposa e seus Três filhos, ele se muda para a casa do outro lado da rua. Além das inexplicáveis visões e conversas que ele tem com pessoas que ele não pode salvar.

spoiler
.
.
.
Tudo acontece rápido de mais, em um único episódio Tommy volta com a ex-mulher, seu único filho homem morre atropelado, ele se separa novamente da ex-mulher e no episódio seguinte descobre que o outro homem com quem ela está saindo é o seu irmão.
.
.
.

Californication

Sinopse: David Duchovny (Arquivo X) é o escritor Hank Moody que luta contra o fato de ter estragado as melhores relações que construiu em sua vida: sua ex-namorada (Natascha McElhone ) e sua filha. Viciado em sexo, drogas e em uma vida sem regras Hank Moody tenta recuperar a paixão de sua ex-namorada e entender o crescimento sexual da filha. Entre uma cama e outra Hank Moddy precisa voltar a escrever, mas o que lhe resta é o blog de uma revista da Califórina.

Preciso dizer mais alguma coisa?

House

Sinopse: um seriado médico diferente dos demais como E.R. ou Grey's Anatomy. O protagonista é um brilhante diagnosticador, Dr.Gregory House (Hugh Laurie). Para quem já o conhece não se assustaria com mais uma de suas respostas sarcástica. House é diferente, anti-social, irônico e infeliz que consegue revelar a verdade de seus pacientes com métodos nada convencionais.

As três séries convencem pelo roteiro, nada de dramas chochos. House ainda utiliza o método antigo de série, onde cada caso é resolvido em um único episódio, mas a linha de vida do personagem segue adiante. destaque para os diálogos entre House e Wilson.

Em Californication há uma cena em que Duchovny substitui um amigo em uma mini-palestra para alunas sobre o ofício de escrever profissionalmente e diz: "vocês não vão querer ser escritores, é como ter lição de casa todos os dias".

E o que dizer de Rescue Me? Tommy consegue ser mais azarado que [ até então ] o maior dos azarados: Peter Parker.

Por que deste post?

Acredito que são exemplos bem claros e muito bem construídos sobre o sacrifício do herói. Tema recorrente para mim.

Depois de um bom tempo voltei a ter coragem de ler Homem-Aranha e tive uma grata surpresa com obra Homem-Aranha: Reino.

Homem-Aranha: Reino

sinopse: O Cavaleiro das Trevas do Homem-Aranha: é o que os fãs e autores do Teioso estão falando da minissérie Spider-Man: Reign - Homem-Aranha - Reino (ou Potestade, como foi chamado aqui no Brasil pela editora Panini Comics).

Passada 35 anos no futuro, a mini em quatro capítulos mostra Peter Parker após pendurar as teias. Mas um evento inesperado vai fazer ele relembrar o lema com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.

Na descrição da Marvel:

Uma marcante visão do futuro do Homem-Aranha, criada pelo superstar Kaare Andrews.

Eles conseguiram. Colocaram-nos contra a parede. A turma das capas e roupas coloridas – não há mais lugar para eles em Nova York. Peter Parker? Ele nem lembra como era vestir-se de vermelho e azul e balançar pela noite. Nem quer lembrar. Afinal, não há mais pelo que lutar, não é? Até que um velho amigo bate à porta de Peter, carregando um pacote e uma mensagem – e tudo muda. Se a responsabilidade não é de Peter, de quem é?

Kaare Andrews é o responsável pelas belíssimas capas com fotografia e ilustração do Aranha e do Hulk. Além disso, escreveu e desenhou Doctor Octopus: Year One (inédita no Brasil) e uma ótima história intimista sobre crianças fãs do Aranha publicada por aqui em Homem-Aranha #16 (Panini).

Spider-Man: Reign se passa num futuro alternativo. Peter Parker está reduzido a um corpo franzino e cabelos brancos, e vive atormentado pelo fantasma de Mary Jane. Não há mais super-heróis nas ruas de Nova York, e um prefeito populista está implementando um sistema de segurança que fechará a cidade para o resto do mundo. As coisas mudam para Peter quando um velho amigo bate a porta e lhe entrega sua antiga máscara.

Claramente baseado em O Cavaleiro das Trevas – o escritor e artista Kaare Andrews até assume um estilo de desenho que lembra o clássico futuro alternativo de Batman concebido por Frank Miller - Reign já causou alvoroço, inadvertidamente, há alguns meses, quando a capa da primeira edição caiu na internet. Ela mostrava o Aranha abraçado ao túmulo de Mary Jane, mas não se especificava que se tratava de uma história sobre um futuro alternativo do herói.



Muito drama, eu sei, mas todos muito bem escritos. Acho que é o que importa, afinal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário