Destaques

  • TRASH Vol.I - Zumbis e Tentáculos
  • Capas e Posters
  • A Fábula - Ebook Gratuito
  • Capas à partir de R$ 50,00
  • FRANKENSTEIN - Free WebComic
  • FANZINE MENSAL NUNCA SE SABE
  • PROCURADOS: MORTOS OU MORTOS-VIVOS

28 Dezembro 2007

ABRACADABRA e relatórios

Esta semana recebi o convite do Paulo Esdras para participar do ABRACADABRA [ Agentes Brasileiros de Cultura e Arte Democrática Brasileira ] achei o nome genial e já me coloquei à disposição. Boca-a-boca ou link-a-link toda rede social inteligente merece consideração.

Para mais detalhes, visitem o perfil do Paulo no Overmundo.

Estou aberto à convites, como diz o pessoal do Shop Shop turne: "aquecimento global? Vamô aquecê esse negócio!".

Portanto, me avisem aí de suas idéias, estou sempre disposto à participar e ajudar no que puder!

Fechei esta semana, também, a editoração dos livros:

"Delírios Oníricos" de Hugo Santos, livro de contos;

e

"Hepiloghu" de Sannt, leitura reflexiva.

Ambos disponíveis na sessão E-books do Medula.

Outra digna de nota é que, aparentemente, minha crônica triste de natal causou mais polêmica que meus livros de suspense. Acho que todo mundo adora um drama.

21 Dezembro 2007

Natal é pra quem pode, uma crônica triste de natal

Todos que me conhecem um pouco [ de verdade ] sabem que pra mim natal é uma época triste. São coisas que acontecem e que você tem que aguentar seguindo adiante, independente do que acontece à sua volta.

Esse texto é só porque é difícil olhar pra trás e deixar pra lá. No dia específico não consegui abordar o assunto, mas precisava escrever sobre isso como forma, talvez, de exorcismo. Talvez pra dizer que ainda me lembro e que algumas coisas precisam e devem ser lembradas. Mesmo quando doem.

Esse texto é só porque é muito triste ver aquelas famílias felizes nos comerciais de celular e pensar que aquilo poderia estar acontecendo com você. Sabe? Ceia à meia-noite, amigo secreto, você tirou o vovô, o vovô tirou a tia chata, aquele seu tio bebe demais, todo mundo ri, chora, essas coisas.

Participei como convidado em alguns desses encontros, mas é muito estranho ver tudo de fora. É divertido ver, estar, querer fazer parte, mas a verdade te desmonta, porque você sabe que não tem lugar fixo ali.

Deve ser bom. Bem, feliz natal pra eles então.

Sei que parece exagero, mas só entende quem já passou por isso. Algumas pessoas pensam que entendem, mas não é verdade. É como sexo, não adiante te contarem, você só vai saber como é quando passar por isso. Fatos da vida. É uma merda, eu sei.

Acho que chega de auto piedade por hoje. Escrevi, apenas porque precisava, assim como acontece com tudo que escrevo.


Sobre Creative Commons - Generosidade Intelectual

"Generosidade intelectual. Os frutos de se compartilhar idéias e obras são os mais benéficos que existem. A internet deixou evidente o espírito colaborativo que existe entre seus usuários. Além disso, a "grande rede" mostra que a criatividade e a competência não se limitam a grandes corporações e que há muita gente de talento em toda parte do mundo. A Creative Commons se encaixa nesses cenários para que as pessoas possam usufruir de obras sem medo de infringir regras e para que se sintam livres para distribuir aquilo que criaram ou que encontraram."


Emerson Alecrim em http://www.infowester.com

A Balada da Menina Morta - um conto para as festas de fim de ano

A Balada da Menina Morta

"Nem o passado existe nem o futuro. Tudo é presente."
Gonzalo Torrente Ballester


Ela não acreditava que via o futuro, até que a taça se quebrou no brinde de ano novo e a mancha vermelha se espalhou no vestido branco seguindo o mesmo traço que havia se desenhado no sonho. O tecido colou ao corpo revelando os contorno da peça íntima que também sorvia o líquido vermelho sangue.

Vinho gelado nas pernas, mas fogo queimava na cabeça.

A primeira coisa que pensou foi: "merda", a segunda foi algo um pouco difícil de se pôr em palavras, um ruído de boca aberta que as pessoas fazem (ou devem fazer) quando descobrem que podem ver o futuro em sonhos e que no último sonho haviam visto a própria morte.

O interlocutor a observava espantado, julgando que a preocupação estava apenas no vestido manchado.

"Sinto muito, eu... você se machucou?".

Foi então que o primeiro pensamento se tornou verbo:

"Merda" disse ainda de olhos vidrados. "Puta merda!".

Deixou os restos de cacos caírem e correu para o carro. No sonho estava deitada no salão com a mancha de vinho no vestido e estava morta. Mas havia algo mais. Ninguém morre por sujar um vestido. Estava em choque estava... ficando louca? Precisava sair dali, precisava... desesperadamente... mudar o futuro. Como se não bastasse vê-lo.

Atrapalhou-se com as chaves e o alarme disparou fuzilando seus ouvidos.

"Abre porra!" berrou para o estacionamento vazio. "Abre!".

O sonho era a resposta, o sonho havia revelado o futuro, só nele poderia encontrar a peça que alteraria tudo. Os olhos estavam cheios d'água, a vista embaçada. Parecia ver vermelho, ver vinho em todo lugar. Suava muito e tudo parecia grudento.

"Esqueça isso, burra, concentre-se no sonho!".

Havia algo mais, tem que haver! Ninguém vê o futuro por nada, precisava se concentrar. A única razão possível para se ver o futuro era a de poder alterá-lo. Não é?

"É" havia uma música!

"Sim, Música!".

Era uma balada, não lembrava a letra, não lembrava a merda da letra. Como era enervante. Sabia que era importante mas tinha na cabeça só a maldita melodia.

"Na-na-na-na-nã" cantarolou sabendo que era importante, mas a letra não vinha. Era uma música antiga que falava de...? De... sangue!

"É!" gritou enquanto esfregava o rosto. Tudo grudento, tudo...

"Esqueça Isso !".

Deu a partida e seguiu para a rua. Ao endireitar na pista respirou profundamente e diminuiu a velocidade. Não queria sair do fogo e cair na frigideira. Nada de acidentes essa noite, por favor. Parou no sinal vermelho sentindo-se muito, muito cansada. O tecido se colava no corpo, tudo grudento no meio das pernas, tudo...

"Na-na-na-na-nã". Novamente e nada.

E se não puder mudar o que está pra acontecer? E se o sonho ou visão ou seja lá o que for, não significar absolutamente nada. Um erro cósmico, uma falha de merda! Tão cansada, tão difícil pensar tão... não havia bebido tanto, no entanto o mundo estava se apagando aos poucos como se a energia estivesse... sumindo?

"Fluindo" disse com a boca mole. "Fluindo".

"Na-na-na-na-nã... na-na-na-na-nã".

Segundos antes de perder a consciência percebeu duas coisas. Tudo na câmera lenta dos sonhos. A primeira foi o grosso filete de sangue que escorria do pulso aberto por um pedaço da taça de cristal. O líquido pastoso fluía até o cotovelo onde gotas gordas pingavam. A segunda e mais assustadora: que iria se esvair em sangue antes que alguém pudesse encontrá-la.



Creative Commons License

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

Comentário sobre TRASH no Overmundo

Recebi este comentário do André, no Overmundo. Gostei tanto que resolvi postá-lo aqui. Ótima citação de Câmara Cascudo justificando histórias de fantasmas!

E desde já, agradeço!

"Hugo,
vou copiar o texto sim. Nordestino, bem do interior, afeito como ninguém a estas escritas,.... tenho uma filha de 8 anos, que conta para todos que adora "as bestages que o pai conta".
Mas, certa vez Camara Cascudo, numa universidade faculdade de ciências exatas vendo que estava sendo "chacoteado", disse
aos bacharelandos:
"Eu mesmo não acredito em nada do que escrevo, de forma alguma, mas não desço a Serra do Mar de São Bernardo a Cubatão
pela estrada velha, sózinho depois das 9 horas da noite". E olha, olha e pergunta aos futuros físicos, quimicos, etc. "Quem de voces amparado no saber, ou não, é capaz de descer?".

um abraço, andre."

Também tenho tenho medo de estrada escura!

Overmundo

Debate sobre animação brasileira

Assisti agora pouco na TV Câmara [ sim, eu assisto a TV Câmara ] um debate sobre animação brasileira com a participação de Maurício de Souza.

Destaque para a discussão do projeto de lei que discute cotas para desenhos animados na televisão brasileira.

Abaixo release do programa:

"São muitas as gerações de crianças brasileiras que cresceram vendo desenhos animados na TV. Do Mickey e do Pica-pau às mais recentes produções japonesas, quase não sobra espaço para o desenho nacional. Por que isso ocorre? O que fazer para mudar essa realidade?

Essas e outras questões serão debatidas nesta quinta-feira (20), às 22h30, no programa VER TV, uma parceria da TV Câmara com a TV Brasil. Os convidados são o deputado Vicentinho (PT-SP); Ale McHaddo, Presidente da Associação Brasileira de Cinema de animação (ABCA); e o desenhista Maurício de Sousa, criador da turma da Mônica.

Maurício de Sousa
Os quadrinhos de Mauricio de Sousa têm fama internacional. Desde os anos 60, foram adaptados para o cinema, a televisão e para os vídeo-games, além de terem sido licenciados para comércio em uma série de produtos com a marca dos personagens. Em 1970, foi lançada a revista Mônica, já com tiragem de 200 mil exemplares. Foi seguida, dois anos depois, pela revista Cebolinha e nos anos seguintes pelas publicações do Chico Bento, Cascão, Magali, Pelezinho e outras.

Nos anos 80, com a invasão dos desenhos animados japoneses, os quadrinhos de Mauricio de Sousa perderam mercado e o desenhista decidiu abrir um estúdio de animação, a Black & White, com mais de 70 artistas. Já relizou oito longas-metragens.

VER TV, um programa para quem gosta de televisão.
Realização da TV Câmara e da TV Brasil, com apoio da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, semanalmente, o VER TV coloca em discussão as funções da televisão, a programação, os avanços tecnológicos e as questões éticas de uma TV de qualidade, comprometida com a cidadania.

O programa é apresentado por Lalo Leal, sociólogo, jornalista, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). Ele é pesquisador na área de políticas da comunicação, autor dos livros "Atrás das Câmeras - Relação entre Estado, Cultura e Televisão", "A Melhor TV do Mundo - O modelo britânico de televisão" e "TV sob controle, a resposta da sociedade ao poder da televisão".
Contato: vertv@radiobras.gov.br / joana.praia@camara.gov.br
Reapresentações: sábado (5h, 9h30), domingo (11h), segunda (4h), terça (5h30)


Como sintonizar a TV Câmara
A TV Câmara pode ser sintonizada no canal 27 em UHF no Distrito Federal e nos canais 14 da NET (no DF), 113 da Sky Net, 16 da TECSat, 235 da Direct TV, 67 da TVA (grande São Paulo) e por antena parabólica em todo o País. Na Internet, a TV Câmara pode ser assistida ao vivo."

Para assistir pela Internet, acesse:
http://www.tv.camara.gov.br/

20 Dezembro 2007

O melhor presente de natal de todos os tempos da última semana

Contabilizando os números de Downloads que tenho controle dos ebooks [ tanto em PDF quando jad/jar para celulares no 4shared e no esnips ] tive a grata surpresa de receber neste natal um presente especial: leitores.

Até o presente momento esta é a contagem:


A Fábula: 750 Downloads;

Visões do Mal: 534 Downloads;

Mundo Bizarro: 507 Downloads;

TRASH Volume I: 473 Downloads;


Ao todo: 2.264 Downloads em menos de dois meses.


Os números aumentam dia a dia e em uma média de 10 Downloads por dia. E o mais importante é que, ao verificar a audiência do Blog, percebo que além de novos acessos, muitas das pessoas que aparecem, voltam.

Tão bom quanto escrever, é ser lido.

Por isso, como diz Doctorow: "faça maluquices com meu livro".

Infelizmente não tenho como saber os números no que se refere a redes P2P e via e-mail. Mas sei que estão acontecendo e por isso, essas e outras, sou muito grato.

Muito obrigado.

19 Dezembro 2007

Livre é diferente de grátis

Mais questões por e-mail

O que leva um autor a disponibilizar seu trabalho livremente na internet [ ou em qualquer outro meio ] é a divulgação.

O termo gratuito é relativo, já que há algum custo envolvido na parte de produção, mesmo em se tratando de um arquivo digital, como criação, tempo de produção, manutenção de link e do próprio site ou blog.

O preço de uma obra sempre é simbólico, tendo em vista a impossibilidade de quantificar em um valor monetário o tempo de aprendizado, criação, dedicação, originalidade, etc, despendido na tarefa.

O retorno que o autor espera é moral, isto é, o reconhecimento de seus talentos [ quando eles existem ] críticas que possam contribuir para o seu aperfeiçoamento e credibilidade junto aos leitores, possíveis editores e colegas de ofício.

A forma de retribuição por parte dos leitores, caso tenham apreciado a obra, pode ser exercida no auxilio à divulgação, indicando a obra e o autor à amigos e à trabalhos relacionados.

Todos sabem a importância da campanha "boca a boca" no campo das artes e do entretenimento, principalmente na internet. No cyberespaço o mesmo ocorre, link a link. E as redes sociais fazem com que o alcance dessas recomendações se torne, praticamente, ilimitado.

Então, caso você tenha gostado de uma obra livremente disponibilizada, retribua contribuindo com divulgação.

Em muitos blogs e sites, existe a venda de e-books e de serviços relacionados. Muitas vezes regulados por sistemas DRM. Downloads pagos, editoração, confecção de capa, etc.

Nada contra. Mas não podemos esquecer que os sistemas de DRM são, por natureza, contrários ao principio básico da internet: "transportar bits de forma rápida e barata."

Acredito, portanto, que não será se utilizando de velhas fórmulas que encontraremos uma maneira justa de remunerar os autores por seus trabalhos disponibilizados livremente.



18 Dezembro 2007

TRASH Vol. I - Zumbis & Tentáculos - O JOGO


Brincadeira, o jogo se chama BOXHEAD: More Rooms, mas como no Ebook TRASH Vol. I - Zumbis & Tentáculos, você pode enfrentar zumbis e demônios renascidos



Sobre o Jogo:


"Enfrente mais centenas de zumbis em diversos cenários com direito a até 10 novas armas e mais de 90 atualizações. Escolha uma sala e acabe com o maior número de zumbis possível para ganhar pontos."





Link para o Jogo


DE-ANIMATOR também é um jogo em flash que segue a mesma linha:

DE-ANIMATOR


17 Dezembro 2007

Scroogled "O Google do Mal " por Cory Doctorow

Scroogled

E se um dia, a companhia que todos nós gostamos e usamos diariamente, deixasse de ser "boazinha"? Como seria a vida num mundo em que o Google fosse usado da pior forma?

É esta a premissa deste Conto de Ficção, escrito por Cory Doctorow que Carlos Martins traduziu e adaptou para o português ( Portugal ) com a autorização do autor.

Disponível para download em formato .txt

Scroogled
de Cory Doctorow
Tradução/adaptação para Português: Carlos Martins

"Dêem-me seis linhas escritas pelo mais honrado dos Homens, e encontrarei nelas uma desculpa para o enforcar." — Cardeal Richelieu


"Não sabemos o suficiente sobre si." — CEO do Google Eric Schmidt


Greg aterrou no Aeroporto Internacional de São Francisco às 8h da tarde, mas pela altura em que finalmente chegou à frente da fila para a alfândega, já passava da meia-noite. Tinha saído da cabina da primeira classe, bronzeado perfeito, a barba por fazer, depois de um mês de praia no Cabo (mergulhando três dias por semana, seduzindo estudantes Francesas no resto do tempo.) Quando tinha saído da cidade, um mês antes, era um destroço andante de ombros descaídos e barrigudo. Agora, era um deus bronzeado, que atraía olhares das hospedeiras na frente do avião.


Depois de quatro horas na fila para a alfândega, tinha novamente passado de deus a mero mortal. O seu aspecto admirável estava gasto, suor escorria pelo rego do seu traseiro, e os seus ombros e pescoço estavam tão tensos que o seu tronco parecia uma raquete de ténis. A bateria do seu iPod já se tinha esgotado há muito, deixando-o sem nada para fazer senão escutar a conversa do casal de meia-idade que se encontrava à sua frente.


"As maravilhas da tecnologia moderna," disse a mulher, referindo-se a um sinal que estava por perto: Imigração – Powered by Google.

"Não era suposto começarem apenas no próximo mês?" disse o homem, que alternadamente usava e segurava um sombrero de grandes dimensões.


Googlando na fronteira. Jesus. Greg tinha vendido todas as suas acções do Google seis meses antes, esperando aproveitar algum tempo para si próprio – algo que se revelou menos recompensador do que ele esperava. Na maior parte do tempo dos cinco meses que se seguiram, deu consigo a arranjar os PCs dos amigos, ver TV durante o dia, e ganhando quase 5Kg de peso, que culpava ser devido ao tempo que passava em casa em vez de estar no Googleplex, seguindo o seu programa físico de 24h no ginásio.

Continua...

Leia na íntegra...

Fonte:
Os Velhotes dos Marretas

de Cory Doctorow
Tradução/adaptação para Português: Carlos Martins


Creative Commons License

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

Intensivão ninja sobre Direito Autoral e Creative Commons

Texto FAQ site: Cultura Livre


O que é o direito autoral?
Quando você faz desenho, escreve um texto, ou tira uma foto, a lei lhe dá uma série de direitos sobre aquilo que você criou. Por exemplo, qualquer pessoa que quiser copiar o seu desenho, texto ou foto, precisa pedir sua autorização

Esses direitos que o criador tem sobre sua criação chamam-se direitos autorais. Eles surgiram no século XIX com o objetivo de permitir que autores pudessem ser remunerados pela sua criação.

Para que ele serve?
A idéia por trás da criação do direito autoral é permitir que que o autor possa ser pago pela utilização da sua obra. Como você precisa pedir autorização se quiser usar o trabalho de outra pessoa, em geral essa outra pessoa pode pedir que você pague por aquele uso.

O problema é que com o surgimento da internet e a facilidade com que as pessoas podem obter informações através dela, ficou muito difícil pedir essa autorização para tudo. Por isso mesmo, o direito autoral precisa agora ser repensado, para não prejudicar o acesso das pessoas a informações como textos, fotos, filmes e músicas, através da internet.

O que o Creative Commons quer fazer?
O Creative Commons é um projeto surgido nos Estados Unidos justamente para facilitar o acesso das pessoas às informações da internet.

Se você está fazendo um trabalho para a escola ou quer publicar um site e quer ter certeza de que o seu site é legal e não está violando o direito autoral de ninguém, uma boa opção é o Creative Commons.

Sempre que você encontra o símbolo "CC" em uma obra, você pode ter certeza de que o autor daquela obra não se importa que você a utilize para certas finalidades. Assim, você pode pegar as informações disponíveis nos sites que tem o símbolo "CC" e utilizá-las de acordo com a especificações da licença.

Desse modo, todo mundo sai ganhando: o artista, que tem sua informação disseminada na rede e você, que pode usar aquela informação sem medo de estar violando direitos autorais.

E aí ninguém mais vai pagar para usar um desenho, ou uma história?
A idéia do Creative Commons é justamente criar novos modelos para os artistas poderem ganhar dinheiro.

Quando você permite às pessoas usarem o seu desenho e distribuírem a sua história, você está se tornando uma pessoa conhecida. Assim, você pode ganhar dinheiro de várias formas. As pessoas que gostaram do seu desenho, podem contratar você para fazer novos desenhos. Ou ainda, as pessoas que gostaram da sua história, podem chamar você para contá-la ao vivo ou dar uma aula sobre ela.

É a mesma coisa com a música: se as pessoas ouviram e gostaram das músicas que você vez, certamente vão querer pagar para ver o seu show. Assim, permitir que as pessoas tenham acesso às suas criações muitas vezes ajuda o artista a se tornar conhecido e a ganhar dinheiro.

Muita gente copia games e músicas de CDs e distribui para amigos; também é comum as pessoas pegarem textos e imagens que estão na web para usarem em seus sites, blogs etc. Isto está errado?
Cada caso é um caso. Mas infelizmente, nossa legislação do direito autoral está desatualizada para os tempos da internet.

Comprar games piratas, por exemplo, é claramente uma atividade ilegal, contrária à lei. Mas gravar um CD para um amigo não é. É uma atividade privada, que não viola o direito autoral.

Ao mesmo tempo, pegar uma imagem na internet para usar em um trabalho escolar, ou em um blog também não é ilegal. O problema é quando você começa a ganhar dinheiro com o seu blog ou se você quer distribuir o seu trabalho amplamente, que contém obras de outros artistas.

Daí o melhor caminho é usar mesmo obras que você tenha certeza de que não violam direitos do autor, como aquelas licenciadas pelo Creative Commons.


Par mais informções: Cultura Livre e/ou Creative Commons

TV Livro Gratuita

Com a proposta de vincular e produzir, gratuitamente, vídeos sobre literatura na Internet, a TV Livro já está no ar.

"A iniciativa busca interagir com o internauta, levando informações e curiosidades sobre o mundo literário. Uma equipe de estagiários da USP, Mackenzie (Jornalismo) e Cásper Líbero (Rádio e TV) está à frente do projeto sob a coordenação do editor João Scortecci e da bibliotecária Maria Esther M. Perfetti."


Informações no site www.tvlivro.com.br ou pelo e-mail: tvlivro@tvlivro.com.br.


16 Dezembro 2007

Vou te dizer no que posso acreditar

"Posso acreditar em coisas que são verdade e posso acreditar em coisas que não são verdade. E posso acreditar em coisas que ninguém sabe se são verdade ou não. Posso acreditar no Papai Noel, no coelhinho da Páscoa, na Marilyn Monroe, nos Beatles, no Elvis e no Mister Ed. Ouça bem... Eu acredito que as pessoas evoluem, que o saber é infinito, que o mundo é comandado por cartéis secretos de banqueiros e que é visitado por alienígenas regularmente -uns legais, que se parecem com lêmures enrugados, e uns maldosos, que mutilam gado e querem nossa água e nossas mulheres. Acredito que o futuro é um saco e que é demais, e acredito que um dia a Mulher Búfalo Branco vai ficar preta e chutar o traseiro de todo mundo. Também acho que todos homens não passam de meninos crescidos com profundos problemas de comunicação e que o declínio da qualidade do sexo nos Estados Unidos coincide com o declínio dos cinemas drive-in de um Estado ao outro. Acredito que todos os políticos são canalhas sem princípios, mas ainda assim melhores do que as outras alternativas. Acho que a Califórnia vai afundar no mar quando o grande terremoto vier, ao mesmo tempo em que a Flórida vai se dissolver em loucura, em jacarés, em lixo tóxico. Acredito que sabonetes antibactericidas estão destruindo nossa resistência à sujeira e às doenças, de modo que algum dia todos seremos dizimados por uma gripe comum, como aconteceu com os marcianos em Guerra dos Mundos. Acredito que os melhores poetas do século passado foram Edith Sitwell e Don Marquis, que o jade é esperma de dragão seco, e que há milhares de anos em uma vida passada eu era uma xamã siberiana de um braço só. Acho que o destino da humanidade está escrito nas estrelas, que o gosto dos doces era mesmo melhor quando eu era criança, que aerodinamicamente é impossível pra uma abelha grande voar, que a luz é uma onda e uma partícula, que tem um gato em uma caixa em algum lugar que está vivo e que está morto ao mesmo tempo (apesar de que, se não abrirem a caixa algum dia e alimentarem o bicho, ele no fim vai ficar só morto de dois jeitos), e que existem estrelas no universo bilhões de anos mais velhas do que o próprio universo. Acredito em um deus pessoal que cuida de mim e se preocupa comigo e que supervisiona tudo que eu faço, em uma deusa impessoal que botou o universo em movimento e saiu fora pra ficar com as amigas dela e nem sabe que estou viva. Eu acredito em um universo vazio e sem deus, um universo com caos causal, um passado tumultuado e pura sorte cega. Acredito que qualquer pessoa que diz que o sexo é supervalorizado nunca fez direito, que qualquer um que diz saber o que está acontecendo pode mentir a respeito de coisas pequenas. Acredito na honestidade absoluta e em mentiras sociais sensatas. Acredito no direito das mulheres à escolha, no direito dos bebês de viver, que, ao mesmo tempo em que toda vida humana é sagrada, não tem nada de errado com a pena de morte se for possível confiar no sistema legal sem restrições, e que ninguém, a não ser um imbecil, confiaria no sistema legal. Acredito que a vida é um jogo, uma piada cruel e que a vida é o que acontece quando se está vivo e o melhor é relaxar e aproveitar."


Neil Gaiman - Deuses Americanos

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Ontem do nada, e por nada, revi "Melhor é Impossível" com Jack Nicholson e Helen Hunt.

E...

A vida é isso?

Vou tentar resumir o que é viver [ às vezes ]

Às vezes viver é tentar fazer o melhor que se pode em cada situação pra depois descobrir que você não estava entendo direito, que não era bem isso, que você não fez o melhor e estava muito, muito longe disso e que você reagiu fazendo e dizendo coisas que lhe fazem se sentir mal por dentro, como se tivesse um buraco dentro de você, uma mancha escura que nunca mais vai sair.

Às vezes viver é escolher entre coisas e pessoas. Quando você escolhe coisas, você descobre amargamente que deveria ter escolhido pessoas; e quando você escolhe pessoas elas te decepcionam, assim como você as decepciona e você descobre amargamente que deveria ter escolhido coisas. Aparentemente "Deus está do lado de quem vai vencer" e você sempre faz as escolhas erradas.

Às vezes viver é trancar os dentes e engolir tudo que você fez de errado porque tudo acontece ao mesmo tempo e não importa se você tenha seguido um caminho e encontrado um muro no final, porque ainda não é o fim, e existem centenas de milhares de muros te esperando.

Às vezes viver é sem graça e você não tem saco pro mundo, pros outros ou pra você mesmo.

Às vezes viver parece não ser o bastante.

Às vezes viver é hesitar por não saber o que fazer, mas como dizem: hesitar é dar tempo ao diabo.

Às vezes viver é dividir a existência com pessoas que fazem você se sentir mal por você ser como você é, por você fazer o que faz, mesmo que você não consiga ser/fazer de outra forma. Mesmo que você queira tentar

Às vezes viver é aceitar que às vezes tentar não adianta.

Às vezes viver é perceber que a vida não é um filme ou seriado de TV e que se for, na última temporada você morre.

Às vezes viver é compreender que um dia mais, na verdade é um dia menos.

Lembre-se que eu disse: "às vezes".

Tenho que parar de ver filme de "meninas".

14 Dezembro 2007

A lenta caminhada do ebook à credibilidade

Muitas pessoas ainda pensam, quando pensam, no ebook, apenas como um livro técnico, um manual ou tutorial para isso ou aquilo. Quando você digita "e-book" no Google surge uma enxurrada de "como ganhar dinheiro com isso", "marquetingue não sei o que" e etc.

Mas visivelmente a coisa está mudando. Venho pesquisando o assunto há algum tempo e, a cada vez que aciono a mesma pesquisa, tanto em sites de buscas, quanto em sites de relacionamentos e comunidades, aumenta nitidamente as referências diretas à livros eletrônicos de Literatura com L maiúsculo.

Bom sinal. Contudo, muitas questões importantes ainda ficam sem respostas. Uma delas se refere à Lei de Direitos Autorais X Novas Mídias.

E como, como em nome de tudo que é mais sagrado os autores destas mídias que tendem cada vez mais a circularem livremente no cyberespaço ganharam o pão nosso de cada dia?

Acredito que, apesar de traumática para alguns, a mudança é inevitável e logo novas maneiras de administração destes direitos vão acabar borbulhando aqui e acolá.

Mentes criativas estão sempre surgindo por aí o tempo todo, independente do que os governos ou as mega-híper-delta-super industrias de entretenimento façam. Mentes criativas estão estudando a questão com afinco. Novos pensadores, acostumados a se adptarem rapidamente à condições adversas já estão trabalhando no caso.

Este é um texto ingênuo, é verdade, mas é um texto honesto. Um texto que comemora a lenta caminhada do ebook à credibilidade. Gosto do ebook, já o desprezei, mas era porque não o conhecia. Hoje gosto do ebook e estou torcendo por ele.


Conferência Regional de Juventude


Na tarde de hoje fui convidado pela Gered [ Gerência de Educação ] para falar na Primeira Conferência Regional de Juventude [ fase regional ] sobre o tema Cultura, à alunos de Blumenau e região.

A proposta do evento é muito interessante: levantar problemas referentes aos temas e em seguida fornular possíveis soluções.

O foco principal reside na análise e sugestões de melhoria para políticas públicas voltadas para a juventude.

"A Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude é um espaço de diálogo entre o poder público e a sociedade sobre os desafios do segmento juvenil e quais alternativas devem ser tomadas pelos governos para respondê-los. Realizada de dois em dois anos, ela é um processo no qual jovens e interessados na temática de todo o Brasil se reúnem para discutir a situação das pessoas que compõem esta faixa etária e apontar quais são as prioridades de ações e programas a serem desenvolvidos pelo poder público."

Temas:

Família, Educação, Cidades e territórios, Trabalho, Cultura, Drogas, Meio Ambiente, Sexualidade, Diversidade, Participação política, Mídia, Liberdades democráticas.


Além de palestra coletiva, discussões em grupo e apresentação e votação das propostas, foram eleitos também os delegados regionais para a próxima etapa a se realizar em Joinville.

Dentre as contribuições aprovadas, destaco as seguintes sugestões:

- discussão sobre a adequação das Leis de Direitos Autorais às novas mídias eletrônicas;

- mecanismos de fiscalização para as atuais Leis de Insentivo à Cultura, bem como novas abordagens para a mesma;

- reestruturação da grade curricular nos ensinos, básicos, fundamental e médio do ponto de vista cultural, enfatizando a apreciação e a produção.

Tarde proveitosa de discussões onde me senti cidadão atuante. Apesar de estar um pouco enferrujado, acho que me saí bem.

Com tempo, volto a falar sobre o tema. Por hora sigo atento ao andamento dos trabalhos.

Para mais informações: http://www.juventude.gov.br/

13 Dezembro 2007

Hugh Laurie [ House ] lança livro policial

Além de atuar e tocar teclados na Band from TV, Hugh Laurie ainda tem tempo para escrever. "O traficante de armas", seu primeiro romance, disponível nas livrarias de Portugal.

O "Dr. House", estreia-se na literatura com um thriller policial onde mistura suspense e comédia.

Crítica:

"A mistura de comédia e suspense com que Hugh Laurie nos brinda tem momentos verdadeiramente hilariantes".
Publishers Weekly

sinopse:

Thomas lang é um ex-polícial que se tornou um mercenário. Um dia recebe a visita de um tal McClusky, que lhe oferece cem mil dólares para assassinar Alexander Woolf, um empresário americano com negócios na Inglaterra e Escócia. Indignado, Lang recusa o trabalho e decide avisar a vítima para o perigo que corre, em vez de matá-la: uma boa ação que não ficará impune.

A partir do momento em que o protagonista entra em contato com a família Woolf ver-se-á imerso num turbilhão de mentiras, corrupção e violência, que o obrigará a esmagar umas quantas cabeças com a estatueta de um Buda, a medir o seu engenho com multimilionários malvados e deixar a sua vida (entre outras coisas) nas mãos de um grupo de femmes fatales.

Hugh Laurie apresenta-nos um engenhoso e ácido romance que fará as delícias não só dos seus fãs, mas também de todos os leitores ávidos por enredos originais e cativantes.

Fonte: http://www.asa.pt/

PC VS. MAC

Clique na imagem para vê-la ampliada.
































Fonte: http://sullicspataa.stumbleupon.com/

O Pequeno Teatro dos Horrores: A Formiguinha e a neve

"Oh Deus... Tu que és tão forte, que governa a morte, que mata o homem, que bate no cão, que persegue o gato, que come o rato, que rói o muro, que tapa o sol, que derrete a neve... desprende o meu pezinho"

João de barros

Acredito que na literatura este fora meu primeiro contato com a morte. Eu a vi de perto bem cedo, alguns anos depois. E às vezes acho que ainda hoje não consegui me recuperar daquela conversa.

Tive que aceitar seus argumentos em um momento em que não tinha maturidade suficiente para contra-argumentar.

Acho que tenho revivido esse diálogo constantemente em meus livros. Espero não ser julgado pelo que não sei, muito menos pelo que não fui capaz de absorver. Tenho tentado bastante, mas pelo menos levo a convicção de que tenho feito o que posso.

Sei que vou encontrá-la novamente um dia, espero que da próxima vez a conversa seja, ao menos, mais agradável.

12 Dezembro 2007

4shared se comportou de maneira inesperada, minhas desculpas

Algumas pessoas não estavam conseguindo fazer o download dos livros TRASH Vol. I, Mundo Bizarro e Visões do Mal. Peço desculpas por isso.

Não sei o que houve, mas por via das dúvidas já disponibilizei novamente os e-books, para baixá-los, basta seguir os mesmos links, tanto aqui como no Medula.

Meus agradecimentos ao Darlisson [ que, segundo o próprio, não conseguiu dormir ontem até terminar A Fábula ] por prontamente comunicar os problemas com os links. Muito obrigado, cara!

E obrigado também por entrar em contato. É muito gratificante saber que alguém virou a madrugada lendo algo que escrevi. Isso não tem preço, valeu mesmo.

Quanto ao 4shared, que se comportou de maneira inesperada, nada de donuts pra ele.



Zombies Versus Robots - Como eu queria ter escrito isso!!!

Faz tempo que eu não lia uma História em quadrinhos que eu gostaria de ter escrito. E isso é algo que eu posso dizer com certeza sobre Zombies Versus Robots, escrita por Chris Ryall e maravilhosamente ilustrada [ pintada eu diria ], por Ashley Wood. A obra foi lançada pela IDW Publishing, que vem impressionando bastante.

Poderia dizer até mais. Fica fácil imaginar que a visão de futuro apresentada pela dupla fecha com o que eu imagino para minha história TRASH - Zumbis & Tentáculos.

Em um mundo destruído, tomado por uma praga de zumbis, as máquinas são a única esperança de reconstrução da civilização.

Estes robôs espirituosos precisam proteger e clonar uma menina, nada mais nada menos, que o último ser humano vivo no planeta.

Tantos os traços despretensiosos de Wood, quanto suas pinturas de tirar o fôlego se unem sem estranhamento, funcionando perfeitamente como ate seqüencial. O mesmo, de certa forma, pode se dizer do roteiro de Chris Ryall, que sabe muito bem o que está fazendo.

Já comecei a ler a seqüencia, Zombies vs. Robots vs. Amazons. Como uma será que uma tribo de Amazonas surge em um mundo destruído? Será que isso tem haver com a menina clonada? Pra saber estas respostas você terá que compartilhar arquivos ou comprar o importado.

Obs.: Aproveito para dizer que estou muito interessado em escrever um roteiro para História em Quadrinhos do Livro TRASH, caso algum desenhista e/ou ilustrador tenha interesse em lançar uma obra desse tipo em parceria, livremente pelo sistema Creative Commons, entre em contato!!!

Livro de Contos Vol. I


Gostaria de agradecer, primeiramente aos autores, pela confiança ao enviarem seus contos para participarem da coletânea.

Tenho recebido alguns e-mails elogiando, tanto a obra, quanto a iniciativa e é meu dever dividir os elogios com todos os envolvidos.

Anne Valentine, Helena Vieira, Hugo Santos, Nina Pessanha ( ainda te acho estranha, Nina, mas gosto de você ), Paulo Soriano e Willian Vasconcelos.

Fica o convite, aberto a todos, para participarem do Segundo Volume, também de contos de terror.

Como algumas pessoas tem demonstrado interesse em outros temas, já fica o convite para quem quiser participar do Terceiro Volume, sob o tema Geral de Ficção Especulativa, contemplando os sub-gêneros Terror, Fantasia, Suspense e Ficção Científica.


11 Dezembro 2007

A Arte de ASHLEY WOOD

Zombies vs. Robots vs. Amazons

Ashley Wood trabalha como freelancer para várias empresas da área de entretenimento (Dreamworks, Marvel Comics, Warner Bros e outras), além de colaborar há vários anos com Todd Mcfarlane, em títulos do universo Spawn.

Blog: ASHLEY WOOD


30 Dias de Noite, pelo menos o nome é legal



O que 30 Dias de Noite tem de melhor é o título. Quando soube do que se tratava, fiquei contente, esperando pela obra.

A premissa é genial, o início muito interessante, depois tudo vira senso comum e me peguei pensando no que estaria passando pela TV, enquanto tentava bravamente chegar ao fim da leitura. Diálogos truncados, as ilustrações [ que são muito chocantes isoladamente ] não funcionaram, para mim, como arte seqüencial.

Ainda sim, fica algo que me agrada no que se refere aos vampiros. Em 30 Dias de Noite os vampiros, pelo menos, são tratado como o que realmente são: monstros.

A história não é ruim, apenas não encontrei nada que justifique todo esse estardalhaço. Pelas poucas imagens que vi do filme, acredito que a adaptação cinematográfica possa acrescentar à obra o que a História em Quadrinhos não conseguiu.

Comecei a ler a seqüencia, vamos ver até onde consigo chegar.

10 Dezembro 2007

O Futuro do livro por ele mesmo

A Editora Olhares lança livro sobre o futuro do livro. Trata-se de artigos curtos e textos não acadêmicos, nada mais que impressões de diversas personalidades sobre o futuro dos livros.

No entanto, os textos parecem se ater ao objeto e não ao conteúdo.

O mercado editorial insiste em simplesmente vender livros e não idéias. estes parecem esquecer que um livro é uma embalagem para idéias.

O atual formato do livro [ conhecido no meio eletrônico como "árvores mortas" ] é apenas uma embalagem que não nasceu assim e provavelmente não continuará assim eternamente.

Este é uma tema recorrente neste blog, vide: "Livros virtuais e guitarras baratas" ou "Homens das cavernas e suas árvores mortas".


Citações de "O Futuro do livro por ele mesmo":

“O que me preocupa é um mercado elitista que quer transformar o livro numa espécie de mico-leão-dourado”.
Rodrigo Ferrari

[ Isso seria catastrófico, algo como " compre o livro para que ele não entre em extinção" ]

“Livros são meios e não fins.”
Charles Cosac

[ Esta, no caso, parece entender a visão do livro como embalagem para idéias ]

As demais impressões referentes ao livro me pareceram românticas demais ou ingênuas demais, quase, eu disse, quase tanto quanto as minhas referentes ao livro eletrônico.

Quanto ao resto, o futuro dirá.


The Police para quem precisa The Police...

Apenas pra não passar batido, algo sobre o The Police no Brasil.

Gostaria de citar a frase que ouvi de uma amigo - que não sabe, assim como eu -, a fonte.

A Frase se refere a fase que o Sting passou em defesa dos problemas indígenas no Brasil, ao lado do mundialmente famoso Cacique Raoni.

Eis:

"Se a gente não se Raoni, a gente se Sting."

No mais, The Police para quem precisa The Police...

09 Dezembro 2007

House [ Hugh Laurie ] cantando You Can't Always Get What You Want

Eu disse que de vez em quando eu colocaria um vídeo aqui [ só pra embolar o meio de campo ] e ficou muito massa essa versão. Cara, acredite, ficou demais.

conheça Band from TV :


"Greg Grunberg é mesmo um herói de verdade! Além de interpretar o nosso querido Matt Parkman em Heroes, ele também organiza ações para ajudar os mais necessitados - como o recente leilão das obras de Tim Sale para ajudar a Epilepsy Foundation.



Mas tem mais! Entre as gravações de Heroes, Greg arrumou tempo de se juntar a ninguém menos que o Dr. House (Hugh Laurie) e outros astros da TV americana para formar a… Band from TV!


Prestes a lançar seu CD/DVD, o objetivo da banda é arrecadar fundos para diversas instituições de caridade e assim, salvar o mundo!

Visite aqui o MySpace dos caras ."


A voz do House é demais!



Fonte: http://www.yabu.com.br

Crônica: you can't always get what you want

Durante muito tempo pensei que escrever uma crônica era falar sobre si mesmo. E isso definitivamente nunca me atraiu.

Depois, não com tanta humildade quanto devia, aprendi que ao escrever uma crônica eu poderia falar sobre os outros e sobre o mundo.

Então, sem mais nem menos, você se depara com uma frase tão simples e ao mesmo tempo genial que faz com que você saiba que nada, nada do que você possa escrever irá superá-la.

O que falar sobre o mundo, sobre os outros ou sobre mim que esta frase já não tenha resumido, pontuado e expandido?

"No, you can't always get what you want, you can't always get what you want, but if you try sometimes you might find, you get what you need"

Rolling Stones


Caso você consiga, por favor, deixe-me ler.


07 Dezembro 2007

Síndrome de Peter Parker - Novamente o sacrifício do herói

Falando não somente do entretenimento, mas principalmente como apreciar os roteiros e analisar como as tramas são montadas, destaco três séries realmente bem escritas que estão em exibição atualmente.

Rescue Me

Sinopse:
O bombeiro recentemente divorciado Tommy Gavin (Denis Leary), está lidando com o medo do seu serviço e sentimentos difíceis por ver sua ex-esposa saindo com outro homem. Para vigiar de perto sua ex-esposa e seus Três filhos, ele se muda para a casa do outro lado da rua. Além das inexplicáveis visões e conversas que ele tem com pessoas que ele não pode salvar.

spoiler
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Tudo acontece rápido de mais, em um único episódio Tommy volta com a ex-mulher, seu único filho homem morre atropelado, ele se separa novamente da ex-mulher e no episódio seguinte descobre que o outro homem com quem ela está saindo é o seu irmão.
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Californication

Sinopse: David Duchovny (Arquivo X) é o escritor Hank Moody que luta contra o fato de ter estragado as melhores relações que construiu em sua vida: sua ex-namorada (Natascha McElhone ) e sua filha. Viciado em sexo, drogas e em uma vida sem regras Hank Moody tenta recuperar a paixão de sua ex-namorada e entender o crescimento sexual da filha. Entre uma cama e outra Hank Moddy precisa voltar a escrever, mas o que lhe resta é o blog de uma revista da Califórina.

Preciso dizer mais alguma coisa?

House

Sinopse: um seriado médico diferente dos demais como E.R. ou Grey's Anatomy. O protagonista é um brilhante diagnosticador, Dr.Gregory House (Hugh Laurie). Para quem já o conhece não se assustaria com mais uma de suas respostas sarcástica. House é diferente, anti-social, irônico e infeliz que consegue revelar a verdade de seus pacientes com métodos nada convencionais.

As três séries convencem pelo roteiro, nada de dramas chochos. House ainda utiliza o método antigo de série, onde cada caso é resolvido em um único episódio, mas a linha de vida do personagem segue adiante. destaque para os diálogos entre House e Wilson.

Em Californication há uma cena em que Duchovny substitui um amigo em uma mini-palestra para alunas sobre o ofício de escrever profissionalmente e diz: "vocês não vão querer ser escritores, é como ter lição de casa todos os dias".

E o que dizer de Rescue Me? Tommy consegue ser mais azarado que [ até então ] o maior dos azarados: Peter Parker.

Por que deste post?

Acredito que são exemplos bem claros e muito bem construídos sobre o sacrifício do herói. Tema recorrente para mim.

Depois de um bom tempo voltei a ter coragem de ler Homem-Aranha e tive uma grata surpresa com obra Homem-Aranha: Reino.

Homem-Aranha: Reino

sinopse: O Cavaleiro das Trevas do Homem-Aranha: é o que os fãs e autores do Teioso estão falando da minissérie Spider-Man: Reign - Homem-Aranha - Reino (ou Potestade, como foi chamado aqui no Brasil pela editora Panini Comics).

Passada 35 anos no futuro, a mini em quatro capítulos mostra Peter Parker após pendurar as teias. Mas um evento inesperado vai fazer ele relembrar o lema com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.

Na descrição da Marvel:

Uma marcante visão do futuro do Homem-Aranha, criada pelo superstar Kaare Andrews.

Eles conseguiram. Colocaram-nos contra a parede. A turma das capas e roupas coloridas – não há mais lugar para eles em Nova York. Peter Parker? Ele nem lembra como era vestir-se de vermelho e azul e balançar pela noite. Nem quer lembrar. Afinal, não há mais pelo que lutar, não é? Até que um velho amigo bate à porta de Peter, carregando um pacote e uma mensagem – e tudo muda. Se a responsabilidade não é de Peter, de quem é?

Kaare Andrews é o responsável pelas belíssimas capas com fotografia e ilustração do Aranha e do Hulk. Além disso, escreveu e desenhou Doctor Octopus: Year One (inédita no Brasil) e uma ótima história intimista sobre crianças fãs do Aranha publicada por aqui em Homem-Aranha #16 (Panini).

Spider-Man: Reign se passa num futuro alternativo. Peter Parker está reduzido a um corpo franzino e cabelos brancos, e vive atormentado pelo fantasma de Mary Jane. Não há mais super-heróis nas ruas de Nova York, e um prefeito populista está implementando um sistema de segurança que fechará a cidade para o resto do mundo. As coisas mudam para Peter quando um velho amigo bate a porta e lhe entrega sua antiga máscara.

Claramente baseado em O Cavaleiro das Trevas – o escritor e artista Kaare Andrews até assume um estilo de desenho que lembra o clássico futuro alternativo de Batman concebido por Frank Miller - Reign já causou alvoroço, inadvertidamente, há alguns meses, quando a capa da primeira edição caiu na internet. Ela mostrava o Aranha abraçado ao túmulo de Mary Jane, mas não se especificava que se tratava de uma história sobre um futuro alternativo do herói.



Muito drama, eu sei, mas todos muito bem escritos. Acho que é o que importa, afinal.

Por que diabos? Exu!

Na última quarta-feira em duas horas de conversa com uma pessoa muito, muito, muito especial, surgiu a pergunta: "você quer realmente ajudar alguém escrevendo? E como você vai fazer?"

Passei os últimos dois dias pensando sobre isso e nas palavras de Max Ehrmann, acho que encontrei a resposta, mesmo escrevendo terror, suspense ou pulp fiction.

"Se em um momento de rara felicidade, eu conseguisse escrever algumas poucas palavras de qualidade que pudessem suavizar os árduos caminhos da vida e trouxessem à agitação dos nossos dias um pouco de coragem, dignidade e equilíbrio, eu ficaria muito feliz"

Max Ehrmann

Agora basta trabalhar a questão de "algumas poucas palavras de qualidade" :)

À primeira vista

Existe uma teoria a respeito de livros que, apesar de teoria, é inquestionável.

Tome o exemplo:

Você ouviu falar de um livro, você sabe que todos estão dizendo que esse determinado livro é bom, e o autor é serio, pelo menos aparenta sê-lo, mesmo assim, quando você começa a folhear as primeiras páginas desta obra você imediatamente sabe que não vai lê-lo. Você, às vezes, até compra o livro, ou aceita levá-lo emprestado, para não ofender um amigo, mas você sabe que não vai lê-lo de maneira alguma.

Outro:

Você nunca ouviu falar de um determinado livro, você desconhece sua procedência, tanto quanto a do autor, mas o que acontece? Às vezes, ao ler as primeira páginas, você sabe que vai ler esse monte de árvores mortas coladas à uma capa e sabe que será de cabo à rabo!

Aparentemente não existe explicação para isso. Trata-se de uma fato comum, rotineiro e simplesmente inexplicável.

Caso alguém tenha alguma teoria que explique a simetria destes eventos citados, por favor, compartilhe os arquivos de sua sabedoria comigo. Afinal, compartilhar pensamentos [ mesmo pela internet ] ainda não é crime.

Aproveito para deixar um link para uma artigo de Umberto Eco sobre "os livros que não lemos".

06 Dezembro 2007

Meu nome é Hugo e eu compartilho arquivos

DRM - dois pesos e duas medidas


Por lógica, quando você paga por alguma coisa essa coisa passa a ser sua e você pode fazer com ela o que quiser, basicamente. Desde que respeite os direitos do autor. Por exemplo: eu comprei um livro, o livro é meu e eu posso ler, queimar, rasgar, dobrar as orelhas, fazer anotações e principalmente compartilhá-lo. Sim, emprestar um livro a um amigo é compartilhar arquivos. Um estudo diz que um livro comprado geralmente pode ser lido por cinco, até dez pessoas. Isso é compartilhar arquivos.

O que eu não posso fazer com o livro é desrespeitar os direitos do autor, ou seja, não posso sair por aí dizendo que foi eu quem o escrevi. Mas vejam só, depois que eu li o livro e todos os amigos a quem emprestei o livro o leram, eu posso vendê-lo à uma loja de livros usados. E isso não é considerado crime.

E em muitas dessas lojas de usados, se vende e se compra CD de músicas, filmes, jogos e até mesmo programas de computador. E isso não é considerado crime.

Mas se você compartilha arquivos pela Internet, mesmo os arquivos que você pagou, isso sim é crime.

Aqui morre toda a lógica da DRM ( Digital Rights Management ). São dois pesos e duas medidas, sempre lembrando que a Lei de Direitos Autorais não é uma lei moral e sim uma lei de regulamentação prática, sempre "emendada" à favor de interesses econômicos, por vezes, distantes da lógica dos demais direitos e da moral.

Quando você pega um livro emprestado em um biblioteca, você está compartilhando arquivos. Quando você chama seus amigos até a sua casa para assistirem um DVD que você comprou legalmente ou alugou em alguma locadora de filmes, vejam só, você está compartilhando arquivos! Você não vai ser preso por isso, pode ter certeza.

A DRM é o oposto a difusão de conhecimentos. Por conseqüência, é oposta ao conceito básico da internet e dos computadores.

Como diz Cory Doctorow, o computador nada mais é do que uma máquina que manipula bits e a internet nada mais é do que uma "máquina" que transporta bits de forma rápida e barata e ponto final.

Um sistema que vai contra essas premissas básicas, não pode ser lógico, não pode ser aceito e com certeza, não deve perdurar.

05 Dezembro 2007

Carpe Diem uma ova, não aproveite o dia, vamos acabar com esta sociedade de virgens suicidas

É engraçado como certas coisas são encaradas com ingenuidade e pureza e que, mesmo não havendo má intenção, são na verdade nocivas quando fora do contexto.

A expressão carpe diem, por exemplo "colha o dia" ou "aproveite o dia" como se popularizou por aí, na verdade não é tão pura quanto parece.

A expressão surgiu na fase final e decadente do Império Romano onde o clima de fim do Império e fim do mundo como a sociedade romana o conhecia era o estado que realmente "imperava". A expressão está mais para: "nada importa, tudo vai pro espaço, relaxe e goze", do que para: " viva plenamente".

E não podemos esquecer que na sociedade romana só os homens e, homens livres, é que podiam realmente relaxar e gozar.

Existe ainda a questão ética, tanto de responsabilidade social quanto ambiental. Fica fácil entender porque todos só querem aproveitar o dia, afinal o que os profetas do Apocalipse estão nos dizendo? Eles dizem não haverá água potável, não haverá isso ou aquilo etc...

Agora pergunto: se todos estão por aí aproveitando o dia, quem, quem vai evitar que o pior aconteça? Se no mundo das "mauricinhas e dos patricinhos" onde todos os menininhos e menininhas criados à leite moça, confundem desejos com direitos, isto é, "se eu quero, eu tenho direito e papai tem que me dar se não ele não me ama", quem vai salvar essa joça?

Por isso uma sociedade de virgens suicidas. Por isso uma nova geração de menininhas e menininhos que só quer relaxar e gozar, uma geração que não acredita no futuro e bebe todo o presente até passar mal, ou até que a água bata na bunda, porque aí, meu amigo, ninguém é mais ateu.

Ao assistir recentemente a uma palestra com o filósofo paranaense Mário Sérgio Cortella, uma frase citada me chamou a atenção: "o mundo que daremos aos nosso filhos depende dos filhos que daremos ao nosso mundo".

Ao ouvi-la, o que pensei foi: estamos ferrados!

Sendo assim, então, aproveite o dia, porque afinal é tudo culpa dos nossos pais. Tudo está tranquilo enquanto "eu ainda sou o filho e hoje canto essa canção", mas... "o que cantarei depois?".

De repente você está com quarenta e não é mais o filho, ou pior, de repente você está com treze anos e e já não é mais o filho. E o que cantará depois?

Eu não quero apenas aproveitar o dia, eu sempre quis salvar o mundo, mesmo que, na maioria das vezes acabava por enfiar os pés pelas mãos. Passei a fase de ser herói, de querer ser bombeiro ou policial, pra salvar o bom e punir o mau, mas mesmo hoje acho que arriscaria minha vida pra salvar um estranho.

Quando li Daniel Quinn, pirei. Queria ter respondido àquele anuncio e ter sido aluno de Ismael.

Eu quero salvar o mundo, mesmo não sabendo como, mesmo não sabendo ao certo o que fazer.

Já faz um bom tempo, fui convidado por um professor amigo meu a falar sobre um de meus livros para um grupo de alunos e um deles me perguntou: "que mensagem você queria passar com o livro?". Nunca havia pensado sobre isso, até então. E acho que o que respondi foi: "não quis passar mensagem alguma, quis apenas contar uma história legal, espero ter conseguido", ou algo assim. Mas não é verdade. Hoje sei que não.

Em todas as minhas histórias há o herói que eu não fui. Acho que foi Stephen King quem disse ( ou pelo menos citou em A Hora do Vampiro [ pobre Ben Mears e pobre Mark Petrie ] ) que um livro é uma confissão de tudo o que o autor não fez. Em minhas histórias está presente o herói que eu não fui, por acaso ou incompetência, eu não sei. Mas essa é a mensagem.

Meu personagem principal morreria por você sem pensar duas vezes. Ele não espera agradecimentos, ele não sabe se vai ficar com mocinha no final ( e talvez não fique, provavelmente não, afinal tudo é nada no pequeno teatro dos horrores ), ele apenas faz o julga certo e aguenta as consequências.

Sempre quis escrever profissionalmente desde criança, não sei se sou bom o bastante, mas acho que é o que sei fazer de melhor. Recebi um e-mail de uma pessoa que me disse: "puxa, li seu livro na hora certa, era exatamente o que eu estava precisando, muito obrigado", mas era uma história de terror e, quer saber? Descobri que isso não importa. Descobri que essa pessoa encontrou o que precisa na história que escrevi, não sei como, nem onde, mas desconfio que sei em quem. No herói, ou melhor, no sacrifício do herói.

Talvez não precise muito para fazer algo pelo próximo afinal. Talvez você precise apenas continuar acreditando que o que você faz é importante a despeito do que as outras pessoas digam.

Talvez seja isso que posso fazer para salvar o mundo? Não sei. Posso estar errado e, ultimamente, na maioria das vezes parece que estou, mas acho que sei contar um história bacana, e agora sei qual a mensagem que tenho passado, mesmo inconscientemente. A mensagem do sacrifício do herói, e descobri que ela funciona pra mim, pois ainda quero ser melhor do que sou, ainda tento prezar pelo bom senso, ainda quero ser herói e com certeza não quero apenas aproveitar o dia.

Portanto, Carpe Diem uma ova, não aproveite o dia, vamos acabar com esta sociedade de virgens suicidas.

Já que dizem que a vida começa aos quarenta, então prepare um parto bem bonito, descubra o que você faz de melhor e comece a fazer. E não duvide, por mais difícil que possa ser, não desanime, por mais que os outros não entendam ( e a maioria não vai entender, acredite ), se você vier a cair ( e você vai cair, por mais vezes que pareça suportável ) levante e volte à prancheta. Tenha paciência, tenha disciplina, só você sabe o quanto pesa o seu sonho. Seja louco e ingênuo o quanto for necessário e por favor, pare de aproveitar o dia, pois ainda é tempo.

04 Dezembro 2007

Cronicando: Quinze anos

Quando me sinto assim volto a ter quinze anos, começando tudo de novo, vou me apanhar sorrindo... seu amor hoje me alimentará amanhã. Eis o homem que se apanha chorando.

Vivendo e não aprendendo, eis o homem, este sou eu.
Que se diz seguro, que se diz maduro. Seu amor hoje me alimentará amanhã. Eis o homem que se apanha chorando.

Vivendo e não aprendendo, eis homem, este sou eu, que se diz seguro, que se diz maduro. Seu amor hoje me alimentará amanhã, eis o homem...que se apanha chorando.

* é letra de música mas leia como crônica.

Fora de Contexto

Eu não sou moralista, pelo menos não o quero sê-lo, mas será que é pedir demais que as coisas sejam como deveriam?

E se as duplas caipiras, por exemplo, ( e os filhos de duplas caipiras ) se vestissem e se portassem como o que realmente são, isto é, duplas caipiras e não estrelas de cinema; e se as estrelas de cinema se portassem como... estrelas de cinemas...

E os médicos se portassem como médicos e vestissem o branco da medicina e não o branco da farmacologia; e os padres vestissem preto e deixassem as crianças em paz;

E se os professores nos ensinassem que é importante lutarmos por nossos direitos e ensinassem isso através de exemplos, fazendo uma greve de verdade ( seu bando de bunda-moles );

E que amigos se portassem como amigos e não nos tratassem como coadjuvantes; e que as pessoas se portassem como pessoas e não como sete bilhões de personagens principais;

E que os advogados fossem inteligentes ao invés de espertos; e que cargos de confiança fossem de nossa inteira confiança; e dos políticos não quero nem falar...

E que homens agissem com bom senso e que as mulheres, pelo menos se portassem como damas...

E que pais amassem seus filhos, já que o contrário é inadmissível; e que um pai se portasse como um pai, assim como uma mãe se portasse como uma mãe e que voltassem para casa, independente de suas vontades ou da vontade de Deus; e que Deus, pelo menos, punisse os maus e recompensasse os bons, afinal é o mínimo que se espera de um Deus;

E que uma pessoa não se tornasse uma lembrança chata, como um mosquito em uma noite de novembro, apenas lembrando que o verão está chegando. E que mesmo que venha a se tornar, por talvez, inevitável, que isso não fosse mencionado, pois seria indelicado, no mínimo....

será que às vezes é pedir demais que se faça o mínimo?

Tudo está errado se está fora do contexto.

03 Dezembro 2007

Provérbio Chinês

Me ame quando eu não merecer, porque é nesse momento que eu mais preciso.

O dia do enterro da DRM está próximo



Segundo o Remixtures A Warner Music e a Sony BMG poderão não aderir à venda de músicas no formato MP3 e outros que não incluem medidas de protecção tecnológica [ DRM ], mas as duas majors poderão ser pressionadas contra a sua vontade a tomar essa decisão já durante o primeiro semestre de 2008, conforme refere um artigo da Billboard.


O motivo poderá ser uma campanha de marketing de oferta de mil milhões de músicas em MP3 da Pepsi através da loja online da Amazon que deverá ter início a 3 de Fevereiro, durante a Superbowl, a final do campeonato de futebol americano da NFL.


Todas as quatro grandes (Warner, Sony BMG, Universal Music e EMI) foram convidadas a participark, mas algumas têm colocado reticências em relação ao preço que a Amazon pretende oferecer por faixa às editoras. A promoção poderia ajudar a aumentar ainda mais a popularidade do serviço da Amazon lançado em Setembro e cujos resultados preliminares têm sido bastante positivos.


Fontes anônimas contactadas pela Billboard referem também que a Universal Music está prestes a transformar a sua “experiência” com a venda de música livre de DRM numa política permamente e que a Sony BMG está também, ponderando sobre lançar uma oferta experimental de MP3 em lojas online.


Somado a isto tudo existem também pressões por parte da Wal-Mart. A gigante do comércio à retalho nos Estados Unidos [ que em Agosto lançou uma seção de downloads sem DRM no seu serviço de música digital ] está ameaçando remover todo o catálogo da Sony BMG e da Warner disponível no formato Windows Media entre meados de Dezembro e meados de Janeiro se até essa altura as duas etiquetas não tiverem começado entretanto a fornecer música sem MP3. É certo que neste momento tudo isto não passam de rumores mas é preciso ver que estes boatos têm origem na Billboard, a bíblia da indústria discográfica…


Nota: a imagem que acompanha este post está disponível aqui segundo uma licença CC-BY 2.0 e é de Nicorola.


Fonte: Remixtures

Perdoem-nos

Oito de dezembro está perto novamente. Todos os anos, neste dia, muitas pessoas me procuram, de todas as partes do mundo, porque se lembram do meu marido, John Lennon, e da sua mensagem de paz.

Obrigada pelo amor eterno a John e também por sua atenção comigo neste trágico aniversário. Este ano, porém, no 8 de dezembro, eu gostaria também de lembrar das milhões de pessoas que estão sofrendo pelo mundo.

Às pessoas que também perderam seus entes queridos sem motivo: nos perdoem por termos sido incapazes de impedir a tragédia. Nós rezamos para as feridas cicatrizarem.

Aos soldados de todos os países e de todos os tempos, mutilados ou que perderam suas vidas: nos perdoem por nossos maus julgamentos e pelo que aconteceu como resultado deles.

Aos civis que foram mutilados, ou mortos, ou que perderam membros da sua família: nos perdoem por termos sido incapazes de impedir que isso acontecesse.

Às pessoas que foram abusadas e torturadas: nos perdoem por termos permitido que isso acontecesse. Saibam que sua perda é nossa perda. Saibam que o abuso físico e mental que vocês passaram terão um efeito duradouro na nossa sociedade e no nosso mundo. Saibam que o ônus é nosso.

Como a viúva de alguém que foi assassinado por um ato de violência, eu não sei se estou pronta para perdoar aquele que puxou o gatilho. Estou certa de que todas as vítimas de crimes violentos se sentem como eu. Mas a cura é o que mais precisamos agora no mundo.

Vamos curar juntos as feridas do mundo. Todo ano, vamos fazer do 8 de dezembro o dia de pedir perdão para aqueles que sofreram o inimaginável. Vamos desejar fortemente que um dia sejamos capazes de dizer que nós nos curamos, e que, nos curando, teremos curado o mundo.

Com muito amor,

Yoko Ono Lennon
Nova York, 29 de novembro de 2006.

02 Dezembro 2007

Zuda - rede social da DC Comics

DC Comics cria rede social de Histórias em Quadrinhos

Trata-se de uma rede social para os criadores e leitores de HQs chamada Zudacomics [ versão beta ] onde novos artistas podem expor seus trabalhos e personagens.

A idéia não é nova, outros sites já abriram esse espaço, como o FanLib, mas não há como quantificar a importância da DC e sua contribuição para o mundos dos quadrinhos, bem como a credibilidade que pode conferir à uma HQ publicada [ mesmo que virtualmente ] sob sua "benção".


As HQ são apresentadas em quadros de slides



Peneirado no: http://gattune.blog.br

01 Dezembro 2007

Uma imagem vale mais que mil p...


Dá vontade de fazer uma camiseta...

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