29 maio 2009

Crítica do livro A Fábula


“Esperamos pela luz mas contemplamos a escuridão.”
Isaías 59:9



Neste livro Hugo Maximo demonstra seu domínio sobre o romance de suspense, com fortes componentes visuais, o que nos faz refletir sobre as possibilidades de apresentação cinematográfica, que o transformaria num filme de terror.

A obra transpõe os limites da realidade e nos conduz totalmente a uma dimensão surreal onde se trava uma batalha entre o bem e o mal, entre a fragilidade humana e o poder das trevas.

A trama muito bem urdida mantém o sobressalto até o último capitulo e a leitura como que nos faz reféns ao lado dos personagens, solidarizando‑nos com eles e sentindo os horrores que enfrentam.

Classificando‑o como fábula, o autor nos incita a decodificação de um conteúdo polissêmico, portanto altamente metaforizado. A Cidade dos Desgraçados contém ingredientes insólitos e nos coloca frente a frente com nossos limites.

A trama traz à tona a questão do da acomodação e do servilismo diante do poder maior e do medo ao mesmo tempo em que demonstra a capacidade humana de superação do ceticismo e do medo. E é esta superação a única forma de salvação.

O suspense em que a trama mantém o leitor é digno dos mestres deste estilo.


Yedda de Castro Brascher Goulart
Escritora Mestre em Letras – UFSC



4 comentários:

  1. Gostei muito deste livro,obrigado por me proporcionar uma leitura bem agradável.
    Um abraço do leitor Fernando Lins aqui de MG.

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  2. Hugo,gostaria de conversar com você pelo msn,pois estou começando a me aventurar como escritor.
    meu msn: silencelins@hotmail.com
    como adimirador do seu trabalho eu gostaria de ver sua pespectiva sobre o assunto.
    um abraço,Fernando Lins,MG.

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  3. Olá Fernando, obrigado pelos elogios e por aparecer e comentar!

    Uso muito pouco o msn, acho que por e-mail fica mais fácil trocarmos idéias. Na medida do possível, fico à disposição.

    Grande abraço!

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  4. Muito obrigado!
    até mais

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