15 novembro 2009

Crítica do livro A Fábula: Cidade dos Desgraçados


“Esperamos pela luz mas contemplamos a escuridão.”
Isaías 59:9



Neste livro Hugo Maximo demonstra seu domínio sobre o romance de suspense, com fortes componentes visuais, o que nos faz refletir sobre as possibilidades de apresentação cinematográfica, que o transformaria num filme de terror.

A obra transpõe os limites da realidade e nos conduz totalmente a uma dimensão surreal onde se trava uma batalha entre o bem e o mal, entre a fragilidade humana e o poder das trevas.

A trama muito bem urdida mantém o sobressalto até o último capitulo e a leitura como que nos faz reféns ao lado dos personagens, solidarizando‑nos com eles e sentindo os horrores que enfrentam.

Classificando‑o como fábula, o autor nos incita a decodificação de um conteúdo polissêmico, portanto altamente metaforizado. A Cidade dos Desgraçados contém ingredientes insólitos e nos coloca frente a frente com nossos limites.

A trama traz à tona a questão do da acomodação e do servilismo diante do poder maior e do medo ao mesmo tempo em que demonstra a capacidade humana de superação do ceticismo e do medo. E é esta superação a única forma de salvação.

O suspense em que a trama mantém o leitor é digno dos mestres deste estilo.


Yedda de Castro Brascher Goulart
Escritora Mestre em Letras – UFSC



Número de páginas: 188
Peso: 228 gramas
Edição: 2 (2009)
Acabamento da capa: Papel supremo 250g/m², 4x0, laminação fosca.
Acabamento do miolo: Papel offset 75g/m², 1x1, cadernos fresados e colados (para livros com mais de 70 páginas) ou grampeados (para livros com menos de 70 páginas), A5 Preto e Branco.
Formato: Médio (140x210mm), brochura com orelhas

Um comentário:

  1. Li o livro "A Fábula: Cidade dos Desgraçados" e gostei muito, a cidade é descrita com atmosfera sombria crescente, os personagens cativam e o clima de medo vai envolvendo o leitor, muito bom, fiquei curiosa para ler outros livros seus. Também achei legal a explicação do mito, valeu, parabéns.

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