11 novembro 2009

Pulp Fictions I

"Coisas estranhas e instigantes acontecem e nos fazem sonhar com o que a ficção especulativa brasileira poderia fazer, adaptando influências estrangeiras, descobrindo estratégias para a representação da realidade local, se as condições fossem outras."


Roberto Causo
Pulps

A história dos Pulps começa em 1896, quando o editor Frank Monsey resolveu transformar uma revista para meninos, The Argosy, numa revista de ficção adulta. O papel, mais barato, era feito da polpa da árvore, daí o nome pulp (polpa). A publicação custava apenas um centavo, o que a tornava acessível a todos.

Nos Pulp Ficitons surgiram: Trazan, Doc Savage, Capitão Futuro, Conan, Buck Rogers, Fu Manchu, O Sombra e muitos outros.

O escritor Walter Gibson, sob o pseudônimo de Maxwell Grant escreveu nada menos que 283 histórias do personagem, transformando-o num fenômeno mundial. Até no Brasil o Sombra chegou a ter um programa de rádio.

Os Pulps apresentavam histórias sombrias e fantasiosas sobre combatentes do crime, ameaças alienígenas, monstros, heróis, anti-heróis, ficção científica, terror, faroeste e até revistas sobre submarinos, zepelins e coisas do tipo.

Revelou autores como: Edgar Rice Burroughs, Edmond Hamilton, Isaac Asimovc, Ray Bradbury e Dashiell Hammett, autor de O Falcão Maltes e criador do romance noir, que teria grande influência sobre escritores badalados, como o brasileiro Ruben Fonseca.

Nota: O texto [ na íntegra ] tem idéias e explanações originais pinçadas dos seguintes autores: Ivan Carlo, Roberto Causo, Braulio Tavares, João Adolfo Hansen, Jackson do Pandeiro e Gabriel Garcia Márquez.

Continua...

Nenhum comentário:

Postar um comentário